quinta-feira, 17 de abril de 2014

Thee Oh Sees - "Drop" [2014]

Quando um gigante se levanta, mesmo para dar um último suspiro e voltar para a sua anunciada hibernação por tempo indeterminado, é normal que um velho blogueiro tire a poeira de suas velhas armas para dar uns tirinhos pro alto em celebração ao acontecimento.

Os Thee Oh Sees anunciaram no ano passado uma pausa indeterminada nas atividades ao vivo da banda, Jonh Dwyer se pica de Frisco para L.A e a mocinha Brigid Dawson Mudou-se para Santa Cruz, falam por aí que a banda 'já era' e tal, mas Dwyer falou em mudança de marcha, em dar um tempo, férias e enquanto isso está preparando seu disco solo que até já tem nome [Damaged Bug]. O fato é que a banda está desmembrada por hora e cada um está fazendo sei lá o que. No entanto, antes da banda parar definitivamente, deixaram uma belezinha de disco prontinho para ser lançado, estamos falando do motivo deste post aqui, o disco 'DROP' que aparentemente foi gravado em um armazém de bananas... hahahah... Enfim, nada de muito incomum para uma banda nada normal com os Thee Oh Sees. Aqui nesta bolachinha há a participação de gente como Chris Woodhouse , Mikal Cronin , Greer McGettrick e Casafis. Será lançado no dia 19 de Abril, porém, como nunca foi grandes novidades, o disco já vazou e está rolando aí pela net pelo menos desde o dia 05 passado. Repasso aqui um dos links que achei boiando na inFernet.

O disco está uma coisa linda, como era de se esperar...


Baixe aqui!!!
https://www.oboom.com/#A1LGRIR3/www.NewAlbumReleases.net_Thee%20Oh%20Sees%20-%20Drop%20%282014%29.rar


quinta-feira, 15 de novembro de 2012

"The Velvet Underground & Nico" by Castle Face and Friends [2012]

(By Monkeybuzz)
A estreia homônima do The Velvet Underground & Nico é, sem duvida alguma, um dos discos mais icônicos e influentes da música contemporânea. A musicalidade proposta ali exalava um experimentalismo artístico tão grande que quebrou diversas barreiras e tabus da época, gerando diversos outros movimentos e estilos que se espelhariam em Lou Reed, Nico e companhia para criar músicas que desafiassem os padrões e que, acima de tudo, lhes dessem uma grande liberdade para abordar temas que bem entendessem. 

O disco foi um grande baque para época e ainda hoje, 45 anos depois, continua sendo um álbum desafiador ao tratar de temas que, por mais banalizados que tenham se tornado hoje em dia, são trabalhados de forma única, forte e, sobretudo, poética. A musicalidade proposta ali também reverbera até hoje nas mais diversas bandas dos mais variados estilos. 

Esta compilação em tributo ao álbum aniversariante é feita por onze artistas de uma das cenas que mais foram inspiradas por ele e o reconstroem ao seu modo, mantendo a mesma identidade proposta por Lou Reed e companhia, mas adicionando os toques garageiros e psicodélicos que são os grandes destaques deste movimento. Recriando as faixas, que foram saindo aos poucos durante os últimos meses, você verá velhos conhecidos como Ty Segall, White Fence, The Fresh & Onlys, Thee Oh Sees e mais tantos outros nomes que participam desta cena californiana.
Leia mais AQUI!
 



Compre aqui! ... Se conseguir, pois parece que mesmo lançado há dias atrás, já se encontra ESGOTADO, SOLD OUT meu fio, já era ou vá nos shows das bandas participantes!
Boa Sorte!

sábado, 20 de outubro de 2012

Chicken Snake


 
 Chicken Snake foi fundada na primavera de 2009 pelo casal Jerry e Pauline Teel, e vem emulando este som que arrepia qualquer um amante de swampbeat e afins. Se for necessário dar uma carteirada, olha por onde o mestre Jerry Teel já andou... Honeymoon Killers, Boss Hog, The Chrome Cranks, Knoxville Girls, Little Porkchop, Jerry Teel & The Big City Stompers. Está bom, ou quer mais???
Ouça Chicken Snake e tire suas próprias conclusões!


sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Hunx and His Punx [2008] - You Don't Like Rock'n'Roll 7''


 PRONTO, Tácio Saito, pronto... não precisa mais chorar!!!
Já estou fazendo o seu post, não precisa mais chorar, gritar e ficar esperneado feito um cão desesperado por dar uma lambida no poste antes do dono mijar... HAHAHAHAHAH [it's a joke, man] Hehheeh

Hunx and His Punx, é... Eu não sou chegado num rótulo, mas algo me diz que esta banda não tem como fugir disso, e sinceramente eu gostaria muito de poder rotular só por diversão e sem culpa, juro que vou tentar mesmo sabendo que alguns chatos do time do politicamente correto vão chiar... Seria GAYrage Punk??? Hahahha, foda-se!!! Hunx é divertido, criativo, ousado e até acho que deveria fazer parte desta cesta básica ou "Kit Gay" que o governo brasileiro está tão cheio de frescura pra aprovar.

Concordam comigo, Tácio Saito e Kleber Gavião???

Até a próxima, pessoal!

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Edith Massey (Edie And The Eggs) [1982] - Punks, Get Off The Grass 7''

 
Peço licença ao blog Canibuk para reproduzir aqui um de seus textos, sobre esta criatura talentosa e graciosa que foi a Edith Massey, prestando assim minha homenagem a uma das maiores musas do cinema.

HEY PUNK, GET OFF THE GRASS


"Ela foi atriz, cantora, uma das Dreamlanders de John Waters, dona do sorriso mais encantador da história do cinema mundial, estou falando da sex symbol Edith Massey, a lady egg nascida dia 28 de maio de 1918. Antes de ficar eternamente associada ao cineasta John Waters, ela trabalhava em vários empregos vagabundos, como lavadora de pratos, entregadora de panfletos e outras coisas. Quando Waters encontrou Massey ela estava trabalhando de garçonete no Pete’s Hotel, um pulgueiro de quinta categoria em Baltimore (cidade onde todos os filmes de Waters são ambientados), e ofereceu à ela um papel no “Multiple Maniacs” (1970). Em “Multiple Maniacs” ela acabou fazendo dois papéis, um dela mesma e outro interpretando a virgem Maria (melhor encarnação da virgem já levada às telas, na minha humilde opinião, lógico!). Juntos eles ainda fizeram o clássico “Pink Flamingos” (1972), com Edith no papel que a tornou conhecida: Edie – The Lady Egg (uma adorável senhora louca por ovos que acaba se casando com um “oveiro”, uma espécie de leiteiro, só que entregando ovos), “Female Trouble” (1974) no papel de tia Ida, o anarquista “Desperate Living” (1977) no papel da rainha Carlotta of Mortville e “Polyester” (1981) interpretando a personagem Cuddles Kovinsky. Paralelo a carreira de atriz nos filmes de John Waters (que na realidade deve dar muito pouca grana), Edith largou o emprego de garçonete e abriu um brechó chamado Bag Edith Shopping.

Na metade dos anos de 1970, Edith formou a banda Edie and the Eggs (capitalizando em cima de sua famosa personagem) que incluía, além dela, a baterista Gina Schock (que quando terminou a Edie and the Eggs foi para a banda The Go-Go), a guitarrista Ann Collier e a baixista Suzan Wirth. Edie and the Eggs era uma banda punk muito boa, a voz de Edith era perfeita para o estilo. Com a banda elas se apresentaram em lugares como o CBGB de New York. A banda durou de 1974 à 1978, com as garotas da banda reclamando que nunca ganharam dinheiro nenhum. Em 1982 Edith Massey ainda lançaria um single muito bom com duas ótimas músicas: “Big Girls Don’t Cry” e “Punks, Get Off the Grass”.


O último filme de Edith Massey foi “Mutants in Paradise” (1984) de Scott Apostolov. Para este mesmo ano ela estava escalada para viver a irmã de Divine no western “Lust in the Dust” (de Paul Bartel), mas morreu antes do início das filmagens devido a complicações da diabetes no dia 24 de outubro de 1984."

 

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Guitar Wolf [2011] - Space Battleship Love - POST DE ANIVERSÁRIO





5 ANOS de blog!!!! Uhuuu...
Quem diria que este blog duraria tanto tempo???? Bom mesmo com as pausas e quase abandono, pelo menos não morreu completamente, mas enfim... Em 17 de outubro de 2007, exatos 5 anos atrás, eu tive coragem de criar este blog com o intuito de criar uma fonte de compartilhamento de dados para amigos e interessados, até hoje o propósito não mudou, mas o medo que me fez adiar sua criação ainda insiste e reaparece sempre antes de cada novo post, inclusive agora, portanto cada post que faço é uma nova barreira que eu ultrapasso, cada comentário é quase um afago, e cada ano ou novo acesso ou contato é um motivo de continuar. Quero agradecer aqui a cada pessoa que acessou, leu, comentou ou só visitou durante todo esse tempo. Muito obrigado!!!      ... Mas vamos ao que interessa, e comemorar esta data com muito LOCK AND LOLL!

 GUITAR WOLF ataca novamente, e desta vez vem de cara com um.... como devo chamar aquilo?... Hmmm... JET BLUES???? Nitidamente é uma homenagem ao blues Hoochie Coochie Man de Willie Dixon, tem a maior cara de versão, e deve mesmo ser uma, mas enfim, a cada audição tenho a impressão que os japas estão se aprimorando cada vez mais nesta coisa e não estão apenas colocando todos os botões no vermelho como era a filosofia Stoogeana dos primeiros discos, mas isso não significa que os bichos estão pegando mais leve, no no no no no, a guitarra de Seiji continua arregaçando riffs niilistas e sujos até a medula, uivos punks como poucos ocidentais fazem ou nem isso, Rock'n'Roll enquanto diversão em doses cavalares...

Para apreciação dos mais chegados num Jet Rock, está aí um link pra download, mas corra logo, pois o serviço de dedodurismo na internet está com a corda toda e os links estão expirando e caindo tão rápidos  quanto os soldados Aliados na praia da Normandia no dia D enfrentando os Nazis. O bicho tá pegando...

E mais uma vez, PARABÉNS PRA GENTE, CAMBADA!!!

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Jay Reatard [2007] - Night Of Broken Glass


Jimmy Lee Lindsey Jr, um sujeito que no meio da adolescencia impressionou um dos Oblivians, que o contratou de imediato para lançar discos pelo seu selo Goner Recs, se manteve selvagem e não poucas vezes parecendo um misantropo degenerado em suas apresentaçãos com os Reatards, sua primeira banda. Passando por vários outros projetos, como os The Lost Sounds, Bad Times, The Final Solutions, Nervous Patterns, Angry Angles, Terror Visions, Destruction Unit, foi forjando uma sonoridade tão própria que seria limitador definir como Punk, Garage, ou mesmo como Rock, gravando majoritariamente em seu estúdio caseiro e por isso mesmo tendo sempre aquele sabor Lo-fi que muitos - assim como eu -, acreditavam ser proposital, mas ele mesmo revelou em entrevista, que com os últimos discos não era o som que estava ficando mais pop, ou 'limpo' e sim porque agora com um contrato com uma gravadora maior, ele pode investir em equipamentos que como ele mesmo disse, "cortejava há muito tempo", e assim foi deixando seu som cada vez mais nítido, mas claro, mas não menos selvagem e puro. Bom, antes de bater as botas precocemente no início de 2010, ele gravou intensamente muita coisa, inclusive este EP, confiram!!!